O incêndio que deflagrou esta sexta-feira pelas 14:30 no concelho de Figueiró dos Vinhos «continua a criar grandes dificuldades», sobretudo por causa dos «ventos inconstantes», disse hoje ao início da noite o comandante operacional distrital de Leiria, Luís Lopes.

Além do vento que se faz sentir com constantes alterações de intensidade e direção, o combate ao fogo, que, pelas 20:00, progredia em duas frentes, também era dificultado pela inexistência de acessos, sobretudo em relação a uma das frentes, adiantou, à agência Lusa, aquele responsável.

Embora as chamas estejam a lavrar «relativamente perto de algumas povoações, não há habitações em perigo», acrescentou a mesma fonte.

No combate ao incêndio estavam envolvidos, àquela hora, 397 operacionais, apoiados por 97 viaturas e sete meios aéreos, a que se iriam juntar reforços, designadamente alguns dos meios mobilizados para o fogo que, durante a tarde, lavrou no concelho da Covilhã, e «estão em trânsito» pela região, disse Luís Lopes.

Uma máquina de rastro estava, na mesma altura a caminho do local, para intervir na frente de fogo com maior dificuldade de acessos.

O reforço de meios de combate e a previsível diminuição da intensidade do vento, a partir do início da noite, faz com que aquele responsável admita que o incêndio possa vir a «ser controlado nas próximas horas».

As chamas, que deflagraram na zona de Várzea Redonda, localidade da freguesia de Bairradas, estão a destruir floresta, essencialmente de pinheiro, e mato.

Além deste incêndio, às 20:30 mantinha-se ativo o fogo numa zona de mato em Aldeia Viçosa, concelho da Guarda, mobilizando 214 operacionais, auxiliados por 57 veículos e um helicóptero bombardeiro.

Um outro incêndio, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, lavra em floresta com duas frentes ativas e estava a ser combatido por 112 operacionais, apoiados por 30 veículos e um helicóptero bombardeiro.