O Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa inicia esta terça-feira, às 20:00, uma greve, que dura até às 08:00 de sexta-feira, em protesto contra a falta de condições laborais e de efetivos.

Entre as reivindicações está a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI) e de viaturas, melhores condições de segurança, salubridade e habitabilidade dos quartéis e um reforço do subsídio de alimentação em turnos mais prolongados, de acordo com o sindicalista Sérgio Carvalho, que admitiu que algumas das exigências do RSB têm vindo a ser solucionadas pela Câmara Municipal de Lisboa.

A estas acresce a falta de pessoal: «Somos 800 [bombeiros] e devíamos ser 1.112», referiu o presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP), assinalando que o concurso que a autarquia abriu para a entrada de 50 novos sapadores bombeiros, e que decorreu até 15 de dezembro, devia incluir outros 50 efetivos, tendo em conta as aposentações.

Quanto aos serviços mínimos, durante a paralisação, vai estar salvaguardado o «combate a incêndios; o socorro às populações em caso de incêndios, inundações, desabamentos e acidentes; o socorro a náufragos e as buscas subaquáticas e a emergência pré-hospitalar no âmbito do sistema integrado de urgência médica», enumerou Sérgio Carvalho.