Mais de quatro mil incêndios rurais foram registados no mês de agosto, que foram combatidos por quase cem mil bombeiros, com o auxílio de 25.423 veículos, de acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo as estatísticas divulgadas na página da internet da ANPC, de 01 a 31 de agosto foram registados 4.265 incêndios rurais, que foram combatidos por 99.983 bombeiros, com o auxílio de 25.423 veículos e 1.947 meios aéreos.

Os dados da ANPC indicam que 09 de agosto foi o dia em que foi registado o maior número de incêndios (380), seguido de dia 10, em que ocorreram 304.

Os incêndios registados no dia 09 de agosto ocorreram na sua maioria (123) no distrito do Porto, seguido de Braga (50), Aveiro (45), Viana do Castelo (33) e Viseu (32).

No mês de julho, foram registados 4.056 fogos, que foram combatidos por 84.845 operacionais, com o auxílio de 21.333 meios terrestres e 1.635 aéreos.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, em julho o maior número de incêndios (189) ocorreu no dia 09.

Portugal teve este ano quase 13 mil fogos, mais do que a média da última década, mas menos área ardida (quase 44 mil hectares), segundo um relatório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas divulgado a 18 de agosto.

De acordo com o documento, entre 01 de janeiro e 15 de agosto registaram-se 12.810 ocorrências (com 2.655 incêndios florestais e 10.155 fogachos), das quais resultaram 43.844 hectares de área ardida (21.934 hectares de povoamentos e 21.910 hectares de matos).

Comparando com os dados da última década registaram-se mais quatro por cento de ocorrências relativamente à média dos anos entre 2005 e 2014 mas com menos área ardida, menos 22 por cento do que a média da última década.

Segundo esses números, nos anos de 2005, 2006, 2010 e 2012 houve mais área ardida (contabilizando os mesmos períodos).

Quanto aos incêndios ocorridos este ano por distrito diz-se no documento que, em termos de número de ocorrências, o Porto foi o mais afetado, seguido de Braga. Nos dois casos, no entanto, trata-se maioritariamente de fogachos (fogos com menos de um hectare de área ardida).

Os distritos mais afetados em relação à área ardida foram os de Viana do Castelo (8.649 hectares), Guarda e Braga.
 

Comandante nacional considera excessivo número de ocorrências 


O comandante da Autoridade Nacional de Proteção de Proteção Civil (ANPC) considerou hoje “excessivo” o número de ocorrências de incêndios florestais, tendo em conta a área do território nacional, e destacou “a resposta notável” do dispositivo de combate.

Numa conferência de imprensa para balanço da fase “Charlie” do Disposto Especial de Combate a Incêndios Florestais, que começou a 01 de julho e termina a 30 de setembro, o comandante operacional nacional, José Manuel Moura, adiantou que o número de ocorrências de fogo está próximo da média dos últimos dez anos, tendo ocorrido 14.374 incêndios, desde o início do ano.

Já a área ardida, sublinhou José Manuel Moura, está este ano 35 por cento “abaixo da média do decénio”, tendo as chamas consumido, até 31 de agosto, 53.915 hectares.

O comandante disse também que este ano se registaram cinco incêndios com uma duração superior a 24 horas.