A constante mudança da direção do vento está hoje a dificultar o combate ao incêndio florestal que lavra desde as 14:22 no concelho de Trancoso, disseram à agência Lusa fontes da Proteção Civil.

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Segundo Rogério Castela, coordenador do serviço municipal de Trancoso, «a falta de gestão dos combustíveis (existentes no terreno) e a constante mudança da direção do vento» são os dois fatores que estão a complicar as ações dos bombeiros no terreno.

Pelas 18:30 o responsável indicou que a situação estava «complicada» por o incêndio lavrar em três frentes, uma na direção das localidades de Broca e Carnicães, outra para a zona de Feital e Póvoa do Concelho e uma terceira no seguimento da aldeia de Vilares, onde o fogo teve início.

«O fogo já esteve muito perto de Broca e de Feital, mas neste momento as duas aldeias não correm perigo», assegurou Rogério Castela.

O responsável contou que durante a tarde o fogo ameaçou duas quintas, mas os operacionais no terreno «salvaram os animais e as habitações».

O coordenador da Proteção Civil municipal de Trancoso espera que durante a noite, «com o baixar das temperaturas e a diminuição da intensidade do vento», seja possível dominar o fogo que queima uma área de Pinhel, mato e de castanheiros.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda disse à Lusa, ao final da tarde, que o incêndio continua a arder «com alguma intensidade» e que o vento que sopra com alguma intensidade está a dificulta as ações de combate.

Segundo a fonte do CDOS, estão no terreno 136 homens e 35 viaturas.