Os meios de reforço espanhóis de combate a incêndios que operavam em Portugal já regressaram todos a Espanha, anunciou a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar.

“O contingente terrestre espanhol saiu hoje de manhã. A última equipa da Unidade Militar de Emergência já retraiu para Espanha e os meios aéreos ontem também já não operaram."

Em Portugal, “mantêm-se três helicópteros da Suíça, baseados em Monte Real [base área no concelho de Leiria]”.

Pelas 09:00, o fogo que deflagrou na terça-feira em Vilela do Douro, concelho de Sabrosa, era o único incêndio ativo destacado pela ANPC.

Por essa hora, de acordo com Patrícia Gaspar, o fogo com uma frente ativa era combatido por 199 operacionais apoiados por 61 veículos e dois meios aéreos.

A responsável recordou que o alerta laranja está em vigor até às 23:59 de hoje. Por isso, há “grupos de reforço estrategicamente preposicionados em todo o país, em Vila Real, Loulé, Mangualde, Macedo de Cavaleiros, Albergaria-a-Velha, Castelo Branco, Ourique, Vila Real, Baltar, Viseu, Arcos de Valdevez e Lousã”.

Desde 11 de agosto, os incêndios florestais e respetivo combate provocaram um morto (o piloto de um helicóptero que caiu no domingo no combate a um incêndio em Castro Daire, distrito de Viseu) e 147 feridos.

Vários concelhos dos distritos da Guarda e Castelo Branco estão hoje em risco máximo de incêndio, segundo informação disponibilizada na página oficial do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Internet.

Com risco muito elevado de incêndio estão vários concelhos nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Coimbra e Faro. Já os distritos de Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja têm vários concelhos em risco elevado. Em Lisboa e Setúbal, o risco é moderado.