O presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse esta quinta-feira à Lusa que o incêndio que lavra em quatro concelhos do sul do distrito de Bragança é o maior registado este ano em território nacional.

«Este ano é sem dúvida o maior incêndio florestal registado em território nacional», frisou o general Manuel Couto.

O incêndio que deflagrou na terça-feira em Alfândega da Fé e alastrou a outros concelhos da região foi dado como dominado em todo o perímetro às 10:00 de hoje, reiterou o presidente da ANPC à Lusa.

«Apesar de o fogo estar dominado, o dispositivo de combate ao incêndio vai manter-se no terreno pelo menos durante a noite e na próxima madrugada para evitar reacendimentos e fase de rescaldo, já que as condições climatéricas são adversas», acrescentou o general Manuel Couto.

Agora, a preocupação dos bombeiros está nos reacendimentos que poderão surgir a qualquer momento.

«O dispositivo será desmobilizado gradualmente, à medida que a situação vá evoluindo positivamente. Para já, todo o dispositivo vai manter-se no terreno», enfatizou o presidente ANPC.

Além de Alfândega da Fé, este incêndio já afetou os concelhos de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

O incêndio já dizimou centenas de hectares de culturas e mato e levou à evacuação de algumas pessoas nas aldeias mais afetadas como é o caso das aldeias de Estevais, Quintas das Quebradas, e Quinta da Peladinha.

Esta madrugada também na aldeia de Carviçais se viveram momentos de «pânico» já que a chamas chegaram muito próximo dos armazéns e unidades turísticas.

«O fogo chegou muito perto das casas e de palheiros situada nas proximidades da aldeia. Viveram-se momentos de verdadeiro terror», disse à Lusa Sónia Teixeira, uma moradora em Carviçais.

Diversos imóveis agrícolas e gado foram consumidos palas chamas, para além de uma viatura ligeira e uma caravana de campismo.

Uma viatura dos bombeiros de Alfândega da Fé foi destruída pelas chamas ao final da tarde de quarta-feira, quando se preparava para combater uma das frentes de incêndio na zona dos Picões/Ferradosa.

Segundo a página da ANPC na internet, no combate às chamas permanecem 771 homens, apoiados por 169 veículos operacionais e nove meios aéreos, entre os quais dois aviões espanhóis.