O incêndio que deflagrou esta terça-feira num aterro na Chamusca não apresenta qualquer «situação especial de gravidade» para as populações, pela natureza do lixo combustível e por decorrer numa zona isolada, disse o presidente da câmara.

Em declarações à agência Lusa, Sérgio Carrinho (CDU) disse que o incêndio deflagrou numa das células de exploração da empresa Ribtejo - Tratamento e Valorização de Resíduos Industriais, SA e está confinado a um espaço de um hectare (aproximadamente um campo de futebol): «Nada de transcendente, apenas a libertação de fumos obriga aos cuidados normais neste tipo de situação», notou.

«No aterro, temos células de tratamento de resíduos sólidos urbanos, células de armazenamento de resíduos industriais tóxicos e células de tratamento e armazenamento de resíduos industriais banais e é nesta última que o incêndio decorre, não resultando daí nenhuma situação especial de gravidade para as populações», acrescentou.

O autarca disse ainda que o incêndio começou na zona onde estava um motor a trabalhar águas lixiviadas e que «derivou de um derrame de gasóleo, matéria combustível que, aliada às altas temperaturas, terá estado na ignição do incêndio».

Segundo o responsável, o incêndio está «confinado a um hectare de terreno numa zona de exploração de lixos compactados e vai obrigar a uma operação complexa de acompanhamento e rescaldo que pode durar alguns dias».

Na operação de combate ao incêndio, cinco bombeiros ficaram intoxicados, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.

Segundo a fonte, cerca das 16:00 estavam no local 72 homens das forças de socorro, apoiados por 25 viaturas, e o fogo estava «circunscrito às pilhas» de resíduos, na sua maioria tóxicos.

Quatro bombeiros intoxicados foram assistidos no local e outro foi levado para o Hospital de Santarém, mas, de acordo com o CDOS, trata-se de situações de problemas respiratórios, sem gravidade.

A mesma fonte referiu que este tipo de incêndio não permite sempre uma grande aproximação dos bombeiros, devido à criação de bolsas de metano.

O aterro, que pertence à empresa RibTejo (e não Rio Tejo, como inicialmente indicado), está localizado no Ecoparque do Relvão, na freguesia de Carregueira.

O comandante distrital de operações de socorro de Santarém, Joaquim Chambel, disse à agência Lusa, cerca das 17:00, que o combate ao incêndio estava a «correr bem», mas que esta será uma operação que «vai demorar muito tempo», devido ao trabalho que algumas máquinas terão de fazer para «revolver o aterro».

Joaquim Chambel indicou que o incêndio está a desenvolver-se dentro do aterro, numa zona rural isolada, onde não há proximidade de casas.

Segundo informação da página oficial da Proteção Civil na Internet, o fogo teve início às 13:39.