O funeral do bombeiro de Valença que morreu esta quinta-feira devido aos ferimentos sofridos no combate a um incêndio florestal, realiza-se na sexta-feira, pelas 17:30, no quartel da corporação, disse à Lusa o presidente da instituição.

As cerimónias fúnebres, explicou Luís Brandão Coelho, envolvem uma missa campal, que será celebrada no quartel dos bombeiros. No mesmo local, a partir das 14:30, estará o corpo do bombeiro, Fernando Manuel Reis, de 51 anos, em câmara ardente, adiantou a fonte.

«Será feita uma guarda de honra e depois o acompanhamento do corpo, numa viatura dos bombeiros e com elementos da corporação, até ao cemitério municipal», explicou ainda o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Voluntários de Valença.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Administração Interna confirmou que o ministro Miguel Macedo estará presente em Valença, nas cerimónias fúnebres.

Fernando Manuel Reis, bombeiro voluntário na corporação de Valença desde 1987, foi atingido num incêndio florestal em Sanfins, naquele concelho, a 29 de agosto passado, tendo sido transferido para Coimbra com queimaduras graves ao nível da extremidade cefálica, membros superiores e tronco.

Estava em coma induzido e com respiração assistida há uma semana e o prognóstico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foi sempre de «muito reservado», face à extensão dos ferimentos, em 19% do corpo.

Acabaria por morrer hoje naquela unidade, elevando para sete o número de bombeiros que morreram este ano no combate aos incêndios florestais.

«Foi uma notícia recebida com muita consternação e emoção no nosso quartel, sobretudo porque ainda alimentávamos a expectativa de que pudesse recuperar, apesar de sabermos da gravidade do seu estado», declarou Luís Brandão Coelho.

O bombeiro integrava uma equipa de 16 homens que combatia o fogo, assumindo a função de motorista do Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI), que também foi atingido pelas chamas.

«Ao tentar retirar a viatura foi envolvido nas chamas, numa reviravolta do fogo provocada pelo vento», explicou, na ocasião, o presidente da corporação.