As bolsas de estudo atribuídas a 1.001 alunos, no âmbito do programa +Superior, ainda não foram pagas por atrasos na execução dos fundos comunitários, mas o Governo já iniciou procedimentos para que os pagamentos «sejam feitos a breve trecho».

As bolsas do programa, que arrancou este ano letivo, têm o valor de 1.500 euros anuais, tendo como objetivo ajudar a fixar alunos nas regiões do interior, mais desertificadas.

«O pagamento destas bolsas, como é sabido, está dependente de Programas Operacionais Regionais de financiamento, cujos concursos só agora se iniciaram», refere uma nota do Ministério da Educação e Ciência (MEC), enviada à agência Lusa. As dificuldades resultam da alteração do quadro comunitário de apoio.

«A Direção Geral do Ensino Superior já iniciou os procedimentos e utilizará antecipação de fundos para que os pagamentos sejam feitos a breve trecho», lê-se na mesma nota.

Podiam candidatar-se a uma bolsa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior colocados no concurso nacional de acesso deste ano, numa das 12 instituições abrangidas pelo programa, desde que sendo de nacionalidade portuguesa ou de um Estado-membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, e que não tenha origem nas regiões onde se localizam as instituições abrangidas.

Fazem parte do programa +Superior as universidades da Beira Interior, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro, e os institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.