O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa considerou esta quarta-feira que o Vaticano agiu no sentido de «enfrentar as situações e não de as camuflar» ao colocar em prisão domiciliária o antigo arcebispo polaco Jozef Wesolowski, acusado de pedofilia.

«Vai na linha de se enfrentar as situações e não de as camuflar. Quando há provas e há dados, há que agir de acordo com eles e penso que a Santa Sé o fez. O processo não está terminado, mas a Santa Sé agiu de acordo com os dados que tem em mão», disse à agência Lusa Manuel Joaquim Barbosa.

O Vaticano colocou em prisão domiciliária o antigo arcebispo polaco Wesolowski, acusado de pedofilia, sendo o primeiro caso do género, adiantou um porta-voz da Santa Sé, sublinhando que foi o próprio papa Francisco a exigir uma ação rápida.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, citado pela agência noticiosa francesa AFP, declarou que o tribunal criminal da Santa Sé determinou esta medida em audiência preliminar.

De acordo com Manuel Joaquim Barbosa, a tomada de posição da Santa Sé surge no seguimento daquilo que a igreja tem vindo a fazer nos últimos anos, no sentido de «clarificar as situações».

«Trata-se de uma situação inédita. É a primeira vez que acontece aplicar a prisão domiciliária. É uma ação do tribunal da Santa Sé, mas não tenho mais dados», sublinhou.

Segundo o padre, a igreja tem agido no «sentido da clarificação», reiterando que as conferências episcopais têm todas «diretrizes muito claras para estas situações».

O antigo bispo Jozef Wesolowski, embaixador da Igreja Católica na República Dominicana, foi deposto em junho passado, depois de ter sido condenado por abuso sexual por um tribunal da Santa Sé.