Portugal e França vão reforçar a cooperação em áreas como o combate ao terrorismo e a redes de imigração ilegal, nomeadamente através da troca de informações e trocas técnicas, de acordo com dois documentos hoje assinados em Lisboa.

Os dois instrumentos de cooperação foram assinados pela ministra da Administração Interna de Portugal, Anabela Rodrigues, e pelo ministro do Interior de França, Bernard Cazeneuve, que hoje se reuniram no Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa.

Os dois países vão intensificar a troca de informações entre as unidades especializadas em terrorismo e na deteção de fenómenos com ele relacionados por exemplo nas redes sociais, mas também reforçar a cooperação na luta contra a fraude documental ou a cyber-segurança, explicou a ministra.

No âmbito da visita de Bernard Cazeneuve foi assinado um acordo de assistência e cooperação no domínio da Proteção Civil e também uma Declaração sobre o reforço da cooperação no domínio da Segurança Interna.

O primeiro (acordo) estabelece as condições para a cooperação em matéria de previsão e prevenção dos riscos naturais e tecnológicos, de formação dos agentes de Proteção Civil, e de prestação de assistência voluntária e recíproca em caso de catástrofe ou acidente grave, segundo o Ministério da Administração Interna.

A Declaração relaciona-se com a determinação em reforçar a cooperação em áreas como a segurança pública e a ordem pública, “a melhoria da gestão dos fluxos migratórios e da luta contra a imigração irregular, a intensificação da prevenção e da luta contra as diferentes formas de criminalidade e de delinquência itinerante, o reforço da cooperação em matéria de Política de Segurança e de Defesa Comum da União Europeia, bem como o desenvolvimento da cooperação no domínio da segurança rodoviária”, ainda de acordo com o MAI.

A reunião de hoje destinou-se também, disse Cazeneuve, a preparar o encontro de terça-feira que junta em Oeiras, perto de Lisboa, os ministros da administração interna de Portugal, Espanha, França e Marrocos.

Portugal e França, acrescentou, têm desafios comuns como o combate ao terrorismo ou as redes de imigração ilegal e os acordos hoje assinados vão reforçar a cooperação, a troca de conhecimentos, de boas práticas e de peritos.

O ministro disse aos jornalistas que a França desmantelou no ano passado mais 230 redes de imigração ilegal do que em 2013 e afirmou concordar com a destruição dos barcos utilizados por essas redes criminosas.