A taxa de mortalidade infantil em Portugal continua a ser das mais baixas do mundo, segundo um relatório da UNICEF divulgado esta quarta-feira, o qual refere que este indicador melhorou em 76% nos últimos 25 anos.

O documento enviado à agência Lusa, com o título 'Levels and Trends in Child Mortality Report 2015' (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015), adianta que o país passou de uma taxa de 15 crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, em 1990, para quatro crianças mortas, em 2015, o que situa Portugal entre os melhores ao nível deste indicador.

Portugal integra um grupo de 14 países que apresenta o terceiro melhor indicador de taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos, juntamente com a França, Alemanha, Holanda ou Espanha.

Nos últimos 25 anos, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 76%, com uma média anual de redução de 5,6%.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, Islândia e Finlândia, com uma taxa de mortalidade de duas crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes. Em segundo lugar estão outros sete países com uma taxa de mortalidade de três crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, como é o caso de Noruega, Suécia, República Checa ou Eslovénia.

Em termos globais, a taxa de mortalidade infantil no mundo desceu para metade em 25 anos, segundo o documento, que indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.
 

Taxa de mortalidade infantil no mundo baixou para metade em 25 anos


As taxas de mortalidade infantil no mundo desceram para metade em 25 anos mas a meta global do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) ficou muito aquém de ser cumprida, refere um relatório da UNICEF hoje divulgado.

O documento enviado à agência Lusa indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório 'Levels and Trends in Child Mortality Report 2015' (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015) publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

“Temos de reconhecer que houve um progresso global enorme, em especial desde 2000, quando muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos”, afirmou o adjunto do diretor-executivo da UNICEF, Geeta Rao Gupta, sobre o estudo.

No entanto, Geeta Rao Gupta considera que existe ainda um "número demasiado grande de crianças que continuam a morrer por causas evitáveis antes de completarem cinco anos de idade".

O relatório refere que o maior desafio continua a ser aquele que se situa no período do nascimento ou em torno dele, sendo que 45% do conjunto das mortes de menores de cinco anos ocorrem no período neonatal – os primeiros 28 dias de vida.

O nascimento prematuro, a pneumonia, as complicações durante o trabalho de parto e o parto, a diarreia, a septicemia e a malária são as principais causas de crianças com menos de cinco anos. Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos estão associadas à subnutrição.

O relatório sublinha que a oportunidade de uma criança sobreviver "é ainda vastamente díspar consoante o lugar onde ela nasce", sendo que a África subsariana tem a mais elevada taxa de mortalidade de menores de cinco anos no mundo com uma em cada 12 crianças a morrer antes de completar os cinco anos de vida.

Entre 2000 e 2015, a região acelerou globalmente a sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia aquela que existia entre 1990 e 2000. Apesar de disporem de baixos rendimentos, Eritreia, Etiópia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Níger, Ruanda, Uganda, e Tanzânia cumpriram a meta do ODM.

Aproximadamente um terço dos países do mundo – 62 ao todo – conseguiu de facto cumprir a meta ODM de reduzir em dois terços a mortalidade de menores de cinco anos, enquanto outros 74 reduziram as suas taxas em pelo menos metade.

O mundo no seu todo tem vindo a acelerar os progressos na redução da mortalidade de menores de cinco anos – a sua taxa anual de redução aumentou de 1.8% entre 1990 e 2000 para 3.9% entre 2000 e 2015.
 

Portugal é o terceiro pior da Europa Ocidental em índice global sobre bem-estar dos idosos


Portugal é o terceiro pior país da Europa Ocidental a assegurar o bem-estar social e económico das pessoas com 60 ou mais anos de idade, só à frente de Malta e Grécia, alcançando a 38.ª posição a nível mundial.

Os dados constam do Índice Global AgeWatch 2015, que classifica os países de acordo com o bem-estar social e económico das pessoas mais velhas, e que é realizado pela HelpAge, uma rede global que promove os direitos e as necessidades das mulheres e dos homens mais idosos.

Entre os 96 países do mundo avaliados, Portugal aparece em 38.º lugar, ou seja, entre os quarenta melhores e acima do meio da tabela, mas quando a análise é feita tendo em conta os 19 países da Europa Ocidental, Portugal é remetido para a base da tabela, sendo o terceiro pior, só à frente de Malta e da Grécia.

Os primeiros lugares, entre os países da Europa Ocidental, são ocupados pela Suíça, Noruega, Suécia e Alemanha, países que ocupam os mesmos lugares na tabela a nível mundial.

Comparativamente com o Índice de 2014, Portugal cai uma posição, mas olhando para 2013 a queda é de quatro lugares.

Por indicadores, o pior resultado de Portugal é em matéria de capacitação, que inclui o emprego e a educação entre as pessoas mais velhas, em que fica em 83.º lugar, quatro lugares abaixo da 79.ª posição conquistada em 2014.

Para este lugar contribuem as elevadas taxas de desemprego, já que, segundo o relatório, dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que Portugal tem a terceira taxa de desemprego mais elevada para os trabalhadores com idade entre os 55 e os 64 anos, chegando aos 13,5% em 2014, e só superando a Espanha e a Grécia.

Por outro lado, a taxa de emprego entre os portugueses mais velhos está nos 46,9%, nove pontos percentuais abaixo da média para a região.

Para além da capacitação, o Índice avalia os resultados em matéria de rendimentos, saúde e ambiente favorável e é neste último indicador que Portugal alcança o segundo pior resultado, com um 51.º lugar.

Neste indicador, o relatório refere que a “proliferação” de lares ilegais “está a tornar-se um grave problema em Portugal”, apontando para estimativas que dão conta de que cerca de 20 mil idosos vivem em 3 mil lares ilegais e para um estudo que diz haver mais de 39 mil idosos que vivem sozinhos ou isolados.

Refere também o facto de o Governo ter reduzido as tarifas para os mais idosos nos transportes públicos ou de os idosos portugueses serem frequentemente vítimas de fraudes ou vários tipos de violência.

Em matéria de saúde, Portugal consegue um 23.º lugar e aqui é referido que o setor da saúde continua a ser um pilar forte, que providencia serviços de qualidade e a preços razoáveis, com os quais a maior parte da população conta.

“No entanto, as medidas de austeridade contribuíram para a deterioração (…) e um exemplo está nos doentes oncológicos de zonas rurais isoladas, que são forçados a parar o tratamento por causa dos cortes no orçamento da saúde para os transportes”, refere.

Segundo o Global AgeWatch 2015, aos 60 anos de idade, os portugueses têm a expectativa de viver mais 24 anos, 18 deles com saúde, e 86% das pessoas com mais de 50 anos sente que a sua vida tem sentido.

A melhor posição que Portugal conseguiu foi no indicador Estabilidade no Rendimento, com um 11.ª posição, onde a população idosa portuguesa aparece descrita como tendo sido fortemente afetada pelas medidas de austeridade e como uma taxa de pobreza a rondar os 7,8% apesar de todas as pessoas com mais de 65 anos terem acesso a uma pensão.

No global, a Suíça ocupa o primeiro lugar, enquanto o Afeganistão permanece no último lugar da tabela. Tal como em 2013 e em 2014, os 19 primeiros lugares são ocupados por países industrializados.