A GNR selou duas sucatas que funcionavam ilegalmente no concelho de Belmonte e sobre as quais recaem suspeitas de recetação de material furtado, disse hoje à Lusa fonte policial.

Em comunicado, o comando distrital da GNR de Castelo Branco refere que procedeu ao «encerramento temporário e selagem» daquelas instalações por «inexistência de licenciamento».

O documento adianta ainda que a medida foi comunicada ao Tribunal da Covilhã e que se encontra em «fase de elaboração os respetivos autos de notícia por contraordenação ambiental muito grave a remeter à Comissão de Coordenação Regional do Centro».

A GNR informa que a ação de encerramento das sucatas decorreu na segunda-feira e que estiveram envolvidos meios do Núcleo de Proteção Ambiental e do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial da GNR, que «deram, assim, continuidade ao esforço permanente em prol da segurança pública e do combate sem tréguas às mais diversas formas de ilícitos, nomeadamente no âmbito dos metais não preciosos com valor comercial».

Fonte policial referiu à Lusa que as sucatas já funcionavam «há algum tempo, uma delas em propriedade residencial, dificultando por isso a ação das autoridades».

Propriedade de um homem de 66 anos e de outro de 35 anos - pai e filho - recebia todo o tipo de material, desde alumínio, a cobre, latões e ferro velho, entre outros, dos quais se pretende agora apurar se têm origem em furtos.