O piloto, de 66 anos, e a rapariga, de 14, que ficaram feridos devido à queda do ultraleve em que seguiam encontram-se em observação no Hospital de Beja, mas a sua situação clínica «é estável», revelou fonte hospitalar.

«São dois feridos graves que deram entrada, mas estão numa situação estável e ainda em observação e a realizar exames», disse à agência Lusa fonte da unidade hospitalar pertencente à Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).

Segundo a mesma fonte, o piloto e a rapariga que ficaram feridos «não têm qualquer relação de parentesco, são amigos».

O ultraleve caiu esta quinta-feira à tarde no Aeródromo Municipal de Beja, causando os dois feridos, tendo os bombeiros recebido o alerta para o acidente às 17:19, disse o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja.

Ao despenhar-se, a aeronave incendiou-se, mas o fogo foi logo extinto pelos bombeiros, acrescentou a fonte.

No local, na altura do sinistro, «encontravam-se vários populares que praticam aeromodelismo e que acorreram à zona da pista para ajudar», relatou à Lusa Manuel Oliveira, vereador da Câmara de Beja e responsável pela Proteção Civil Municipal.

«Quando a aeronave caiu, a rapariga conseguiu sair pelo seu próprio pé. O piloto é que ficou em pior estado e teve de ser socorrido», afirmou.

As várias fontes da Proteção Civil contactadas pela Lusa referiram ainda que um dos primeiros populares a socorrer as vítimas também teve de ser assistido, por se ter sentido «indisposto».

«Foi um popular que tentou apagar o incêndio da aeronave com um extintor e que inalou fumo, o que fez com que tivesse de ser assistido», disse o vereador Manuel Oliveira.

O ultraleve acidentado «é particular, não pertence a qualquer escola», explicou igualmente o 2.º comandante dos Bombeiros de Beja, Pedro Barahona, que acrescentou que o acidente aconteceu na zona da pista do aeródromo.

«A aeronave está mesmo ao lado da pista, mas não sabemos se o acidente se deveu a uma tentativa de aterragem ou de descolagem», continuou.

Para o local do sinistro foram mobilizados 17 operacionais, apoiados por sete veículos, da corporação dos bombeiros de Beja, da GNR e do Instituto Nacional de Emergência Médica (através da viatura Médica de Emergência e Reanimação – (VMER)).