Os dois feridos graves resultantes da queda de um avião ultraleve em Beja, na quinta-feira, foram transferidos para hospitais de Lisboa, por «precaução» e para realizarem «mais exames». 

Contactada pela agência Lusa, a fonte hospitalar da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) explicou esta sexta-feira que a transferência dos feridos aconteceu ainda na quinta-feira à noite, por volta das 24:00.

Um dos feridos é o piloto, de 66 anos, residente em Beja, que apresentava «lesão ao nível torácico», tendo seguido para o Hospital de S. José.

A outra pessoa ferida e que também seguia no avião é uma rapariga, de 14 anos, residente na zona da Charneca da Caparica (distrito de Setúbal), tendo sido transferida para o Hospital D. Estefânia, apresentando «lesão ao nível da coluna».

Ambos os feridos deram entrada no hospital de Beja, ao final da tarde de quinta-feira, após o acidente, mas encontravam-se «estáveis» e foram transferidos para Lisboa «por uma questão de precaução e para fazerem mais exames», disse a mesma fonte.

O piloto e a rapariga «não têm qualquer relação de parentesco, são amigos», frisou à Lusa a fonte hospitalar.

O ultraleve caiu no Aeródromo Municipal de Beja, pouco depois das 17:00 de quinta-feira, causando os dois feridos.

Ao despenhar-se, a aeronave incendiou-se, mas o fogo foi logo extinto pelos bombeiros, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja.

No local, na altura do sinistro, «encontravam-se vários populares que praticam aeromodelismo e que acorreram à zona da pista para ajudar», relatou também à Lusa Manuel Oliveira, vereador da Câmara de Beja e responsável pela Proteção Civil Municipal.

«Quando a aeronave caiu, a rapariga conseguiu sair pelo seu próprio pé. O piloto é que ficou em pior estado e teve de ser socorrido», afirmou.

As várias fontes da Proteção Civil contactadas pela Lusa referiram ainda que um dos primeiros populares a socorrer as vítimas também teve de ser assistido, após tentar apagar o fogo na aeronave com um extintor e ter inalado fumo.

O ultraleve acidentado era propriedade do piloto que ficou ferido e o acidente ocorreu na zona da pista de terra batida do aeródromo, alegadamente numa manobra de descolagem.

As operações de socorro mobilizaram 17 operacionais, apoiados por sete veículos, da corporação dos bombeiros de Beja, da GNR e do Instituto Nacional de Emergência Médica, através de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER)).