Os portugueses vão consumir este ano menos 4.225 toneladas de açúcar graças à taxação de bebidas açucaradas, que levou a indústria a vender alternativas mais saudáveis.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes falava na sessão de abertura da 1.ª Convenção de Alimentação Coletiva, que decorre em Lisboa, durante a qual sublinhou o sucesso desta taxação que, mais do que os impostos arrecadados, fez com que os portugueses ingerissem menos açúcar.

O sucesso da iniciativa levou o Governo a iniciar um trabalho de busca por outros caminhos, com vista ao combate ao excesso de gordura e sal em alimentos problemáticos, embora o ministro não tenha adiantado quais os alimentos visados nem a forma como a medida será aplicada.

"A matéria está a ser preparada", disse aos jornalistas à margem da convenção, acrescentando que gostaria que o caminho passasse pela autorregulação.

Não queremos prejudicar o bom momento que a economia vive", disse, elogiando a atitude da indústria, que, perante a taxação dos seus produtos, "adaptou-se e gerou novos produtos mais saudáveis".

Saúde terá mais verbas

O ministro da Saúde revelou que o seu ministério vai ter mais dinheiro em 2018, mas que o valor a mais não irá contemplar todas as reivindicações dos profissionais do setor.

Adalberto Campos Fernandes falava aos jornalistas antes de se dirigir para a reunião do Conselho de Ministros que irá debater o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018).

Segundo o ministro, no próximo ano está previsto haver mais dinheiro para o sector da Saúde, para continuar a aposta no reforço dos recursos humanos, na valorização do seu trajeto profissional, no investimento tecnológico e no acesso aos medicamentos de qualidade.

Questionado sobre a possibilidade de o OE2018 contemplar todas as reivindicações dos profissionais do setor, o ministro respondeu que não, embora esclarecesse que as considera legítimas.

É legítimo o que é pedido”, disse o governante, acrescentando que “mal está um país no qual os governos atendem a tudo o que é pedido”.

A propósito da greve dos médicos, marcada para dia 11, Adalberto Campos Fernandes disse que algumas reivindicações destes profissionais irão ser atendidas, mas não todas.

Faremos o que é possível fazer”, garantiu o responsável da pasta da saúde, adiantando que os portugueses serão os primeiros a saber até onde o Governo foi, para mostrar que “não há má vontade da parte do Governo”.