Um berço, vacinas e alguns acessórios para o quarto do bebé foi o destino dado por Eduarda Oliveira aos 500 euros com que a Câmara de Póvoa de Lanhoso «premiou» o nascimento para o seu primeiro filho.

Segundo o regulamento daquele incentivo à natalidade, o dinheiro tem de ser investido em compras no comércio local de produtos para o bebé.

«Não é, obviamente, pelos 500 euros que se tem um filho, mas sem dúvida que o dinheiro dá muito jeito, numa altura em que há tanta coisa a comprar para o bebé», refere Eduarda, em declarações à Lusa.

Desde 2013 que a Câmara de Póvoa de Lanhoso atribui incentivos à natalidade, sendo os apoios de 500 euros para o primeiro e segundo filhos, de 750 para o terceiro filho e de 1000 para o quarto e seguintes.

Os cheques têm de ser usados no comércio local, em produtos para os bebés.

Sandra, irmã de Eduarda, que também acaba de receber 500 euros da Câmara, igualmente pelo nascimento do seu primeiro filho, sublinha o «empurrãozinho» que um incentivo deste género constitui numa «fase tão especial e de tantas despesas» na vida de um casal.

Destaca ainda o facto de o dinheiro ter de ser investido no comércio local, «tantas vezes preterido em benefício das grandes superfícies».

Há dias, a Câmara entregou mais 42 novos apoios à natalidade, no valor total de 22 mil euros.

Desde o início do programa, já foram contemplados 141 bebés, ascendendo o investimento camarário nesta resposta a 76 mil euros.

O presidente da Câmara, Manuel Batista, assegurou que esta medida «é para manter», apesar de reconhecer que não será devido a este apoio que as pessoas tomam a decisão de ter filhos.