O mau tempo causou no concelho de Sintra, na noite de segunda-feira, estragos que vão custar à câmara «largos milhares de euros de prejuízos», de acordo com o presidente, Basílio Horta (PS).

Segundo o autarca, que visitava a praia Grande, «o retrato é preocupante», devido a «uma noite tremenda, quer na costa quer em alguns sítios fora da costa, nomeadamente no Cacém».

«Vamos ter aqui umas dezenas largas de milhares de euros, espero que não sejam centenas. Só aqui, na praia Grande, o trabalho de pedreiro para reconstruir tudo isto e as máquinas para limpar custam aqui muito dinheiro», disse.

Basílio Horta destacou «prejuízos importantes» em vias de comunicação, «algumas das quais ficaram intransitáveis», prejuízos também em alguns estabelecimentos e «em materiais de apoio às praias».

Na praia Grande, os bancos de pedra foram arrancados pelo mar forte, assim como pedregulhos do muro de suporte, e os balneários também foram afetados, disse, destacando que, «agora, o que importa é limpar o que está intransitável e reconstruir o que foi destruído».

«Vamos dar apoio aos comerciantes que foram afetados. Vamos estudar uma isenção de taxas durante um período determinado e inclusivamente vamos pôr máquinas nossas para ajudar», declarou, salientando que já esta terça-feira, com a melhoria do tempo, está uma máquina da câmara a limpar o caminho de acesso à praia Grande.

A «isenção do pagamento de taxas, licenças e impostos a todos os comerciantes que foram afetados quer no litoral do concelho quer na zona urbana onde ocorreram problemas» já em 2014 foi proposta esta terça-feira de manhã pelos vereadores do movimento independente «Sintrenses com Marco Almeida» ao presidente da câmara, destacou à Lusa Marco Almeida.

O vereador visitou esta terça-feira a zona afetada com os presidentes das juntas de Colares e de S. João das Lampas e da Terrugem, freguesias que tutelam os 28 quilómetros de zona costeira do concelho.

Marco Almeida adiantou que os presidentes das juntas de freguesia «avançarão com um pedido de reunião junto do ministro do Ambiente», porque, «se de facto existiram problemas na costa que afetaram principalmente a segurança de pessoas e bens, é importante resolver os problemas estruturas do concelho ao nível da sua costa e arribas».

O autarca constatou «um índice de destruição significativo», destacando «apoios de praia completamente destruídos, destruição de algumas zonas de comércio mais próximas do mar, destruição de pontes de acesso à praia do Magoito».

«Acima de tudo, aquilo que está em causa é a impossibilidade, do ponto de vista comercial, de estes estabelecimentos comerciais poderem manter a sua função, o que acarreta também um prejuízo para a vida das pessoas e para as suas famílias», acrescentou.

A força do mar causou na segunda-feira estragos na praia da Adraga, que ficou com o parque de estacionamento inundado, e também na praia Grande, disse na segunda-feira à Lusa Basílio Horta.

Outros estragos foram também registados na praia das Maçãs e Azenhas do Mar.