Cinco pessoas que este sábado caíram ao mar na praia da Vieira, na sequência de um acidente com uma embarcação, foram resgatadas com vida, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

O vereador da Câmara da Marinha Grande Paulo Vicente, responsável pela área, explicou que as cinco pessoas foram resgatadas por outra embarcação que também estava no local e que uma delas foi transportada para o Hospital de Leiria, com hipotermia.

A Marinha acionou hoje de manhã uma operação de salvamento, na sequência da comunicação do afundamento de uma embarcação de arte xávega junto à praia de Veira de Leiria.

Segundo a Marinha, foram enviados para o local meios da Capitania da Nazaré e um helicóptero da Força Aérea, estando também envolvida na operação de socorro uma outra embarcação que se encontrava na zona do acidente.

As vítimas são cinco pescadores de arte xávega. Depois de salvos, voltaram à praia para arrumar as cordas e redes.

Um dos proprietários da embarcação, António Ferreira, contou à agência Lusa que «quando o barco ia a entrar no mar, houve uma falha mecânica». António Ferreira, que se encontrava em terra, acrescentou que o «barco começou a encher de água e a ir ao fundo».

Os meios foram acionados assim que este responsável viu «o barco em dificuldades». Além dos meios oficiais, António Ferreira pediu ajuda a uma embarcação que se preparava para entrar no mar.

«Vê-los lá dentro foi um desespero até serem socorridos», disse.

Jorge Fragata, 47 anos, era um dos pescadores que estava na embarcação, conta que o acidente aconteceu logo que o barco entrou no mar. «Ao soltar o tirante que amarra o barco ao atrelado, que está agarrado ao trator, não disparou e começou a entrar água».

Os pescadores tentaram tirar a água da embarcação, mas «três vagas de dois metros afundaram o barco».
 Os cinco pescadores ficaram agarrados à boia «cerca de 50 minutos», referiu.

O mestre da embarcação, Rui António, salientou que a preocupação era salvar a tripulação, revelando que para descontrair mandaram «umas piadas e gargalhadas».

«Até lhes disse que com uma cana aqui até apanhávamos peixe. Era importante manter a calma. Um dos colegas estava em pânico e em hipotermia», sublinhou.

O mestre frisou que «todos os procedimentos legais e de segurança foram cumpridos» e admitiu que o uso de coletes lhes «salvou as vidas».

Já na praia, familiares e amigos foram chegando, Bruna Fragata, filha de Jorge Fragata, confessa que quando viu a notícia nas redes sociais tentou saber como o pai se encontrava.

«Apesar das minhas tias me garantirem que ele estava bem só depois de chegar aqui e estar com ele é que senti um grande alívio». disse.