Uma mulher atirou-se esta sexta-feira da ponte de Santa Eugénia, em Barcelos, para o rio Cávado, com o filho de seis anos ao colo, disse à TVI24 o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga.

De acordo com a mesma fonte, testemunhas relataram que a mãe, de 37 anos, atirou-se da ponte com o menino ao colo. A mulher foi resgatada com vida, por um popular, que para efeito utilizou o seu barco, mas a criança foi dada como desaparecida.

Em declarações à TVI24, o comandante adjunto dos bombeiros de Barcelos, José Simões, disse que a mãe foi resgatada em "hipotermia e não corre perigo de vida", estando a ser assistida no Hospital de Braga.  

Uma fonte do Hospital de Braga disse à agência Lusa que a mulher “está consciente”, mas apresenta “alguns critérios de gravidade”, continuando em avaliações. De acordo com a fonte, "o grau de gravidade ainda não está definido". A mulher permanece em avaliações no Serviço de Urgência e, de acordo com a última atualização médica, “não corre perigo de vida” e apresenta um quadro clínico “estável”.

As buscas foram, entretanto, suspensas às 19:30 e serão retomadas na manhã de sábado. Cerca de 20 homens, entre eles mergulhadores de duas corporações de bombeiros de Barcelos, participaram na operação. As buscas também decorreram pelas margens, com bombeiros, populares e militares da GNR.

O chefe de mergulho encontra-se na zona onde a criança foi avistada pela última vez e foi colocada uma rede a jusante do pilar da ponte [medieval] para que a criança não entre numa zona de mais difícil acesso", contou à TVI24 o comandante adjunto dos bombeiros de Barcelos, antes da suspensão das buscas.

De acordo com a mesma fonte, o pai da criança e familiares estão a ser acompanhados por uma equipa de psicólogos do INEM no quartel dos Bombeiros de Barcelos.

O alerta foi dado às 12:41 e o caso foi entregue à Polícia Judiciária.

Mulher incorre em homicídio

A Polícia Judiciária está a investigar o caso, sendo que a mulher poderá incorrer num crime de homicídio.

Em nota publicada no seu site, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto acrescenta que a investigação foi deferida à Polícia Judiciária, por os factos “poderem integrar, em abstrato, a prática de infração criminal de natureza pública, nomeadamente o crime de homicídio qualificado, na forma tentada ou consumada”.

Acrescenta que, relativamente à criança que se encontra desaparecida, “não está pendente ou arquivado processo de natureza tutelar cível ou de promoção e proteção, quer no tribunal quer na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da área da sua residência”.