A empresa Celoplás, com sede em Grimancelos, Barcelos, vai contratar uma professora primária para ensinar aos trabalhadores a tabuada e a «escrever português», informou esta terça-feira o administrador.

Para João Cortez, a empresa irá assim «substituir-se» ao Estado, dando aos trabalhadores a formação que eles deveriam ter tido «há muitos anos». «Como o Estado não forma, terá de ser a empresa a fazê-lo», afirmou.

A Celoplás, que se dedica ao fabrico de plásticos para a indústria, foi hoje distinguida como a melhor pequena e média empresa (PME) do Minho, num prémio atribuído pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos e pela Casa de España em Lisboa.

Em 2013, terá uma faturação de 22,5 milhões de euros, contando com 137 trabalhadores, duas dezenas dos quais admitidos ao longo deste ano.

Vinte e cinco por cento dos trabalhadores têm formação superior.

«O problema é que, nos dias de hoje, 80 por cento dos jovens com o 12.º ano não sabem escrever nem sabem a tabuada, e é essa lacuna que queremos colmatar com a contratação de uma professora primária, para dar formação aos nossos trabalhadores», sublinhou João Cortez.