A ex-mulher de Manuel Maria Carrilho diz que foi «espancada durante um dia inteiro» e que teve «uma faca encostada ao pescoço».

Joana Varela, de 60 anos, contou, em entrevista ao DN, nesta quarta-feira, um episódio de violência quando ainda era casada com o atual marido de Bárbara Guimarães, descrevendo Carrilho como «uma pessoa violenta por natureza».

«A primeira vez tinha 25 anos. Fui espancada durante um dia inteiro e tive uma faca encostada ao pescoço. Ele tem a mania das facas, não sei bem porquê. E deu-me imensos pontapés. O meu irmão esteve o tempo todo na cozinha, com o meu filho ao colo», relatou.

Uma cena que terá acontecido na sua casa de São Pedro de Moel, para onde foi depois de ter dito ao ex-marido que o casamento tinha chegado ao fim devido a traições.

«Pensei que isto só terminaria se também fosse para a cama com alguém. E fui. No dia seguinte disse-lhe: estamos quites», descreveu, seguindo-se o episódio violento já descrito.

O ex-ministro da Cultura disse ao DN que estas acusações «são totalmente falsas», considerando a ex-mulher, que não vê «há 33 anos», uma «louca varrida, uma pessoa delirante», que esteve «internada várias vezes em hospitais».

«Ele é capaz de tudo. Ele é que sofre de uma perturbação muito grave, não sou eu. De facto, fui diagnosticada bipolar e estive internada várias vezes em diversos hospitais na sequência de uma grave depressão por ter ficado sem o meu trabalho, na Gulbenkian, e pelo consequente uso excessivo de antidepressivos», defendeu Joana Varela.

A ex-mulher adiantou, ainda, que contactou o advogado de Bárbara Guimarães «para lhe dizer que estava disponível para testemunhar a favor dela». «Não a conheço, mas conheço o Manuel Maria e sinto que posso ser uma boa testemunha de carácter», sustentou.

Carrilho desvalorizou, no entanto, as acusações da primeira mulher, que nunca foram objeto de queixa formal. Por outro lado, admitiu ao DN que a atual esposa, Bárbara Guimarães, falou duas vezes em divórcio desde setembro.