Os Bancos Alimentares contra a Fome recolheram este fim de semana mais de 2.100 toneladas de alimentos numa campanha que envolveu mais de 42 mil voluntários.

Em comunicado, o Banco Alimentar contra a Fome revela que os números representam um acréscimo de 3,9 % em relação à campanha desenvolvida em maio de 2014.

Os alimentos mais doadas na campanha, que decorreu no sábado e no domingo, foram leite, arroz, azeite, massas e enlatados.

Durante esta semana e até domingo, dia 07, será ainda possível contribuir no site ou através da campanha “Ajuda Vale”, que decorre nos supermercados e nas bombas de gasolina.

Os bens alimentares vão ser entregues já a partir desta semana a 2.650 Instituições de Solidariedade Social e 410.00 pessoas carenciadas apoiadas pelos 21 Bancos Alimentares em todo o país e ilhas da Madeira e Açores.

A última campanha ficou ainda marcada pela utilização de sacos de papel, mais amigos do ambiente do que os tradicionais sacos de plástico, embora estes também fossem recicláveis.

Isabel Jonet congratula-se com generosidade dos portugueses

A presidente do Banco Alimentar contra a Fome congratulou-se hoje com a “generosidade reiterada” por todos os que contribuíram no fim de semana para o acréscimo de 3,9% nas doações para aquela instituição de solidariedade.

“A campanha do fim de semana correu muito bem. Foram recolhidas 2.100 toneladas de alimentos pelos cerca de 42 mil voluntários em mais de duas mil lojas. Foi muito importante para os bancos alimentares verem este acréscimo da ordem dos 3,9 % das doações, em relação a maio de 2014, que reflete a confiança reiterada no organismo, mas também a certeza de que, com um pequeno contributo, podem fazer uma grande diferença”, disse Isabel Jonet, em declarações à Lusa.


Isabel Jonet admitiu que não estava à espera do acréscimo, salientando que, apesar da recuperação económica, esta ainda não terá chegado às famílias que são apoiadas pelas instituições de solidariedade social.

“Essas 2.100 toneladas que foram doadas pelos portugueses são, em nosso entender, um sinónimo e a expressão da generosidade reiterada para todos aqueles que ainda precisam de apoio e que são todos os dias ajudados a comer por instituições de solidariedade social”, frisou a responsável.


A presidente do Banco Alimentar salientou ainda serem as pessoas que são ajudadas a querer contribuir nas campanhas “como sinal de agradecimento por aquilo que recebem”, justificando que o acréscimo marca um momento em que se pode identificar “alguma esperança que existe hoje na sociedade portuguesa que de facto a situação está a melhorar”.