O presidente da Câmara do Porto anunciou, esta terça-feira, que existem agora “condições de regressar” ao processo do bairro do Aleixo, depois de recebido o parecer do Tribunal de Contas (TdC) sobre a aquisição de uns terrenos pelo município.

No período antes da ordem do dia da reunião de Câmara, Rui Moreira avisou o executivo de que a autarquia recebeu na sexta-feira o visto do Tribunal de Contas (TdC) que aprova a compra de terrenos na rua da Quinta por parte do município.

“Doravante estamos em condições de regressar ao Aleixo” com a construção de habitações, frisou.


No final da reunião, em declarações aos jornalistas, o autarca independente afirmou ter sido pedida uma reunião ao conselho de administração que gere o fundo imobiliário criado para a operação Aleixo para que o processo possa avançar.

Sobre eventuais demolições das restantes torres do bairro do Aleixo até ao final do seu mandato, Moreira disse preferir “falar das construções” que permitirão a transferência dos moradores que ainda habitam no bairro.

“[Tranferir] todos vai ser difícil”, precisou.


Em junho de 2015, a Câmara comunicou a entrada da Mota-Engil para o capital do fundo, com dois milhões de euros.

A Câmara aguardava apenas que o TdC desse luz verde à compra de terrenos de cerca de dois milhões de euros para viabilizar o fundo criado para demolir o bairro do Aleixo.

A implosão da primeira torre do bairro foi feita a 16 de dezembro de 2011 e a segunda em abril de 2013, mas cerca de um ano depois, já com Rui Moreira na presidência da Câmara (sucedeu ao social-democrata Rui Rio), o Fundo do Aleixo (Invesurb) entrou em risco de liquidação por estar no limite do capital máximo admitido (cinco milhões de euros).

“Depois de mais de dois anos de impasse, com o Fundo do Aleixo em risco de liquidação e sem dinheiro para construir as casas que se comprometeu a dar à Câmara do Porto como contrapartida, está finalmente encontrada uma solução com o grupo Mota-Engil a tornar-se parceiro e a investir cerca de dois milhões de euros, em capital”, revelou a autarquia, a 25 de junho de 2014.

Na mesma nota informativa, a autarquia adiantou a intenção de realojar mais de 300 moradores das três torres ainda por demolir no Bairro do Aleixo, graças à entrada da Mota-Engil como parceiro no fundo imobiliário criado para o efeito.