Seis agentes da equipa de intervenção rápida da PSP de Loures dispararam cerca de 40 tiros para travar o carro onde seguia a mulher que morreu baleada.

Na viatura, há marcas de pelo menos 20 disparos e ainda foram recolhidos cartuchos de pelo menos outros tantos no chão.

Segundo fonte policial disse à TVI, o condutor não acatou a ordem de paragem, passou por cima de um passeio e tentou a fuga, atropelando mesmo um agente.

Os polícias dispararam e atingiram mortalmente uma mulher de 36 anos que tinha pedido boleia ao namorado para ir trabalhar, no aeroporto de Lisboa.

A autópsia ao corpo da vítima será realizada esta quinta-feira. A bala com que foi atingida ficou alojada, sendo possível identificar o autor do disparo fatal.

Até ao momento, seis agentes que estavam no local foram constituídos arguidos.

O condutor da viatura estaria a circular sem carta de condução, nem seguro. Foi imediatamente detido pelas autoridades. Fonte policial informou a TVI que é um homem com cadastro em Portugal e noutro país europeu, ligado a alguns crimes violentos.

Quanto aos assaltantes que escaparam, a TVI sabe que se trata de um gangue há muito referenciado, armado e considerado perigoso.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e a Inspeção Geral da Administração Interna instaurou um inquérito, sendo que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse esta quinta-feira que vai esperar pelas conclusões deste para apurar responsabilidades.