A administração da fábrica de Sines onde foi detetada legionella afirmou, esta quinta-feira, que vão realizar-se novas análises na sexta-feira, garantindo que foram acionadas «todas as medidas de contenção e prevenção necessárias».

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Euroresinas, empresa que se dedica à produção de resinas, bem como de papel impregnado, confirma que foram detetadas «colónias de legionella spp» na sua unidade industrial de Sines.

De acordo com a empresa, a legionella foi detetada no decorrer de análises de rotina à torre de arrefecimento, tendo sido acionadas «todas as medidas de contenção e prevenção necessárias». A empresa adianta que suspendeu «de imediato o funcionamento da torre de arrefecimento» e que foi encerrada toda a atividade fabril «como medida de prevenção». A Euroresinas diz ainda que foram contactadas todas as entidades competentes, nomeadamente a proteção civil e delegação de saúde local.

Num comunicado conjunto divulgado esta quinta-feira à tarde, a Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral e a Câmara Municipal de Sines indicaram que colónias da bactéria que provoca a doença legionella foram encontradas na torre de refrigeração de uma fábrica em Sines, que se encontra parada e já adotou «medidas corretivas», mas não há casos da doença.

«A fábrica procedeu à paragem imediata da laboração, informou as autoridades e implementou medidas corretivas», não havendo «casos de doença a registar», é indicado no documento enviado à agência Lusa.

Contactada pela Lusa, a responsável pela Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral, Fernanda Santos, referiu que, por a empresa estar instalada «fora da zona urbana», na Zona Industrial e Logística de Sines, a preocupação volta-se sobretudo para os funcionários.

A legionella, ou doença do legionário, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) pela bactéria, de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.