O ministro da Defesa afirmou, nesta terça-feira, que as ameaças e os ataques terroristas exigem a "comunicação permanente" entre serviços de inteligência, o aparelho militar e as forças de segurança.

Do que se trata agora é, nesta compreensão do que é a defesa e do que é a segurança neste século XXI, compreendermos que temos de atuar de forma cada vez mais interligada", afirmou Azeredo Lopes.

O ministro falava à agência Lusa no final de uma conferência organizada pela embaixada da Polónia para analisar as conclusões da cimeira da NATO, que decorreu no início de julho, em Varsóvia.

Para Azeredo Lopes, "é impensável hoje em dia que serviços de informação, serviços de inteligência, o aparelho militar, a inteligência militar, não falem a mesma língua, não comuniquem permanentemente".

Sendo certo que "é impossível evitar para sempre um ataque terrorista", afirmou, é "ao mesmo tempo possível evitá-lo quase sempre se se for eficiente sem desrespeitar os direitos fundamentais", como o direito à privacidade e à intimidade.

Respeitando esses limites e esse equilíbrio que é muito difícil há passos que estamos a dar e que felizmente no geral no continente europeu têm sido muito eficientes", considerou.

Questionado sobre qual o papel da NATO no combate aos fenómenos terroristas, Azeredo Lopes afirmou que a NATO "deu um sinal de dissuasão" através da convocação de meios militares a leste da Europa.

Para além disso, apontou, a Aliança Atlântica deu também sinais de "que se quer centrar na ameaça representada pelo flanco sul, que é um flanco global" e na ameaça do terrorismo transnacional.

Do ponto de vista da criação de capacidades de defesa a sul, Azeredo Lopes defendeu que a NATO e também a União Europeia devem "olhar para o continente africano porque é um continente que vai ser um alvo típico das organizações terroristas transnacionais, que procuram sempre barrigas frágeis, locais onde se possam implantar para daí projetar a sua violência".