Quando ontem marcou presença em Tires, pouco depois da queda da avioneta, que vitimou cinco pessoas, Marcelo Rebelo de Sousa não quis falar aos jornalistas. Hoje, o Presidente da República explicou por que razão foi ao local do acidente.

Estava próximo e as notícias que tinha eram, felizmente, por que depois não se confirmou, muito piores"

A tragédia "podia ter sido muito pior". Inicialmente, o chefe de Estado teve informações de que "habitações podiam ter sido atingidas também" na queda da aeronave, no parque de estacionamento de um supermercado. Houve uma casa que ficou parcialmente destruída.

"Temia-se isso e entendi que devia, estando ali ao lado, estar presente naquele momento que podia ter sido muito pior", prosseguiu, antes de endereçar os sentimentos a quem perdeu familiares e amigos no acidente.

O Presidente da República passou pelo local também para se inteirar das operações de socorro, que mobilizaram 128 operacionais e 47 viaturas.

Entre as cinco vítimas mortais, estão um cirurgião ortopédico francês e a sua esposa, bem como outra mulher de nacionalidade francesa e o piloto suíço. 

O acidente fez ainda outra vítima no solo, um motorista de um camião com cerca de 40 anos, residente em Mem Martins, no concelho de Sintra, que descarragava mercadorias no supermercado.

O seu camião foi atingido pela aeronave. Os trabalhos de remoção dos destroços decorrem durante o dia de hoje, terça-feira.

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Além das vítimas mortais, quatro pessoas ficaram feridas, por inalação de fumo, duas delas foram assistidos no local e os outros dois transportados para o hospital de Cascais.

No local foram ainda assistidos oito moradores, que sofreram “crises de ansiedade” provocadas pelo acidente, pela unidade psicológica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O supermercado encontrava-se, na altura do acidente, com alguns clientes, mas as pessoas saíram do estabelecimento sem problemas de maior.