Já tinham sido constituídos arguidos ontem e vão ser ouvidos hoje, no tribunal de Almada, o piloto e copiloto que ontem aterraram de emergência na praia de S. João, na Costa de Caparica, provocando a morte a um homem de 56 anos e a uma criança de oito. Arriscam responder por homicídio por negligência.

Chegaram ao tribunal por volta das 8:15, mas só entraram depois das 09:00, hora a que os tribunais abrem. Porém, até por volta das 13:00, ainda não tinham sido interrogados. O tribunal está a aguardar as perícias, pelo que a diligência poderá ser bastante longa.

Arriscam responder por aquele crime, já que ao aterrar numa praia em pleno mês de agosto, era razoável supor que dessa manobra que seria extremamente arriscada poderiam resultar, como aconteceu, em mortes. 

Ontem, já tinham prestado declarações na Polícia Marítima e, hoje, vão ser ouvidos pelo Ministério Público. Também poderão ser interrogados pelo juiz de instrução criminal, em função das declarações que venham a prestar e se se entender que há necessidade de aplicar uma medida mais gravosa do que aquela já aplicada: termo de identidade e residência.

Perante a procuradora de turno, os dois arguidos podem prestar declarações ou remeter-se ao silêncio, mas é expectável que venham a explicar por que razão decidiram aterrar na praia de S. João de Caparica.

Sabe-se que a intenção do piloto, segundo a comunicação com a torre de controlo, era aterrar numa praia deserta, a Cova do Vapor.

Na praia de S. João da Caparica, ontem à tarde, estavam centenas, se não milhares de pessoas. 

TVI apurou também, que a aeronave era um Cessna 152, do Aeroclube de Torres Vedras, mas que está cedido à Escola de Aviação Aerocondor, também conhecida como G Air, de Ponte de Sor. O aparelho tinha partido de Cascais, onde a escola também opera, e tinha um plano de voo aprovado até Évora.

A aeronave vai ser sujeita a perícias para averiguar o que aconteceu.