Uma aeronave despenhou-se, este domingo ao final da tarde, na zona de Canhestros, em Ferreira do Alentejo, em Beja. O avião de pequeno porte, que tinha descolado do aeródromo municipal de Beja, transportava seis paraquedistas para além do piloto e do instrutor. 

De acordo com as informações que a TVI24 conseguiu apurar junto do CDOS de Beja, os oito homens conseguiram saltar quando ouviram uma explosão na aeronave. Segundo a mesma fonte, três dos paraquedistas ficaram feridos com gravidade - apresentam prognóstico reservado - e o piloto da aeronave - um cidadão belga com cerca de 30 anos - morreu.

Dois dos feridos graves foram transportados para o Hospital de São José, em Lisboa, enquanto dois feridos ligeiros - duas mulheres - continuam no Hospital de Beja e outros três não precisaram de assistência hospitalar.

Esta segunda-feira, a assessora do Hospital de São José, Fátima Palmeiro, disse à agência Lusa que os dois dos feridos graves estão “clinicamente estáveis, com prognóstico favorável”.

O acidente terá sido provocado por uma explosão a bordo que precipitou a queda do aparelho. O avião ter-se-à desfragmentado e as autoridades já conseguiram recuperar o motor e duas asas.

O alerta para o CDOS de Beja foi dado às 19:08. 

De acordo com o site da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o acidente mobilizou 28 bombeiros e 11 viaturas, dois elementos da GNR e uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num total de 32 elementos e 13 viaturas. Estiveram no local também uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Beja e um helicóptero.

A aeronave sinistrada pertence a uma escola de paraquedismo civil, de Figueira de Cavaleiros, em Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, disse à Lusa o tenente-coronel do comando da GNR de Beja.

Tratava-se de um modelo Pilatus PC6, conhecido por Pilatus Porter, com capacidade para dez pessoas.