A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) vai iniciar uma averiguação sobre os casos de contágio de sarampo no Hospital de Cascais, anunciou hoje o ministro da Saúde.

Adalberto Campos Fernandes falava aos jornalistas à margem da cerimónia que assinala a colocação de equipamentos rádios Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) no Hospital de Santa Maria, onde disse ter falado com a inspetora-geral das Atividades em Saúde sobre o assunto.

Vários casos de sarampo foram registados no Hospital de Cascais, entre os quais profissionais de saúde que terão sido contaminados por uma criança doente que não estava vacinada e ali foi internada, e uma jovem que, devido ao agravamento do estado de saúde, foi mais tarde transferida para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde acabou por falecer na quarta-feira.

Até ao momento foram registados 21 casos de sarampo no surto epidémico que afeta Portugal.

Sem novos casos de sarampo

O ministro da Saúde indicou entretanto que não há novos casos de sarampo confirmados e apelou aos profissionais de saúde para se vacinarem contra a doença caso não estejam ainda imunizados. Até porque já foram compradas mais 200 mil vacinas.

Portugal tem até ao momento 21 casos de sarampo confirmados, um dos quais causou a morte de uma rapariga de 17 anos, na quarta-feira.

Queremos reforçar aos portugueses a tranquilidade que procurámos transmitir logo no primeiro dia. Passados oito dias, acabámos por ser informados pelo Instituto Ricardo Jorge de que não há mais nenhum caso positivo e esta é uma boa notícia. Não quer dizer que não possam ocorrer mais alguns, mas é uma boa notícia”, afirmou o ministro Adalberto Campos Fernandes.

O ministro esteve esta sexta-feira no Hospital de Santa Maria. Sobre o facto de alguns profissionais de saúde terem contraído sarampo e haver quem não esteja vacinado, Campos Fernandes disse que a “recomendação forte” do Ministério é de que façam a vacina.

As administrações regionais de saúde estão a mobilizar-se para que as crianças que não tenham a vacina e profissionais que estejam sub-imunizados ou não tenham feito a vacina poderem fazê-la”, indicou, adiantando que a Autoridade Nacional do Medicamento adquiriu um stock adicional de 200 mil vacinas.