Um homem que foi vítima de tentativa de homicídio disse hoje, no Tribunal de Aveiro, desconhecer os motivos que terão levado o marido da sobrinha a tentar matá-lo, afirmando ainda não saber como é que a sua esposa foi assassinada.

O viúvo, de 60 anos, pediu para ser ouvido pelo tribunal antes do início do julgamento da sobrinha e do companheiro, que estão acusados de dois homicídios, um dos quais na forma tentada.

O caso ocorreu no dia 21 de dezembro de 2014, ao fim da tarde, no pátio comum de duas casas, em Oliveirinha, no concelho de Aveiro.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a arguida esfaqueou mortalmente a tia, de 59 anos, após uma discussão entre ambas.

O sexagenário também foi agredido pelo marido da sobrinha, tendo sido atingido com sete facadas na perna esquerda ao defender-se, mas conseguiu fugir para a rua, onde foi socorrido por um vizinho.

Questionado pela procuradora da República, o homem disse não saber qual o motivo da discussão, garantindo ainda que não houve agressões mútuas.

"Fiquei com uma concentração na faca e no homem que não consegui ver mais nada", disse, afirmando não saber o que aconteceu à sua esposa.

Na sequência das agressões, o sexagenário foi transportado para o Hospital de Aveiro, onde esteve em coma durante cerca de três semanas, tendo sido operado à perna e aos intestinos.

Só mais tarde, quando acordou do coma, é que ficou a saber que a mulher tinha falecido.

O viúvo, que ficou com sequelas irreversíveis, disse ainda que se sente um "zé-ninguém".

O depoimento foi feito na ausência do casal de arguidos, por vontade da vítima, que disse não conseguir "olhar para a cara deles".

Os dois arguidos encontram-se em prisão preventiva a aguardar o início do julgamento, que está marcado para outubro.Um homem que foi vítima de tentativa de homicídio disse hoje, no Tribunal de Aveiro, desconhecer os motivos que terão levado o marido da sobrinha a tentar matá-lo, afirmando ainda não saber como é que a sua esposa foi assassinada.

O viúvo, de 60 anos, pediu para ser ouvido pelo tribunal antes do início do julgamento da sobrinha e do companheiro, que estão acusados de dois homicídios, um dos quais na forma tentada.

O caso ocorreu no dia 21 de dezembro de 2014, ao fim da tarde, no pátio comum de duas casas, em Oliveirinha, no concelho de Aveiro.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a arguida esfaqueou mortalmente a tia, de 59 anos, após uma discussão entre ambas.

O sexagenário também foi agredido pelo marido da sobrinha, tendo sido atingido com sete facadas na perna esquerda ao defender-se, mas conseguiu fugir para a rua, onde foi socorrido por um vizinho.

Questionado pela procuradora da República, o homem disse não saber qual o motivo da discussão, garantindo ainda que não houve agressões mútuas.

"Fiquei com uma concentração na faca e no homem que não consegui ver mais nada", disse, afirmando não saber o que aconteceu à sua esposa.

Na sequência das agressões, o sexagenário foi transportado para o Hospital de Aveiro, onde esteve em coma durante cerca de três semanas, tendo sido operado à perna e aos intestinos.

Só mais tarde, quando acordou do coma, é que ficou a saber que a mulher tinha falecido.

O viúvo, que ficou com sequelas irreversíveis, disse ainda que se sente um "zé-ninguém".

O depoimento foi feito na ausência do casal de arguidos, por vontade da vítima, que disse não conseguir "olhar para a cara deles".

Os dois arguidos encontram-se em prisão preventiva a aguardar o início do julgamento, que está marcado para outubro.