O Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) dos Açores vai fazer, na próxima semana, nova avaliação da zona da ilha do Pico onde na sexta-feira houve uma derrocada de grandes dimensões.

Nessa ocasião, os terrenos deverão estar já mais estabilizados.

«Há que continuar com a zona delimitada, tal como ela está neste momento e, no decorrer da próxima semana», quando se espera «que já haja uma maior estabilidade das vertentes, iremos fazer uma nova avaliação com os técnicos do LREC para, então sim, haver outro tipo de decisão», afirmou o secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, citado numa nota do Governo Regional dos Açores divulgada esta quarta-feira.

Segundo Vítor Fraga, neste momento, ¿há que olhar numa perspetiva mais técnica, em termos de estabilização da vertente, para depois tomar as medidas mais adequadas em termos de preservação desta zona¿.

O secretário regional visitou na terça-feira à tarde a zona de São Miguel Arcanjo, concelho de São Roque, onde se deu o deslizamento de terras que obrigou à evacuação de oito moradias e realojamento de 31 pessoas, tendo sublinhado, segundo a mesma nota, que este foi «um evento com grande expressão», garantindo a colaboração com a autarquia local neste caso.

Desde a derrocada de sexta-feira que continuam a registar-se alguns deslizamentos na zona, embora sem feridos ou perdas de bens materiais, segundo os bombeiros e a autarquia local.

Na terça-feira, o comandante dos Bombeiros Voluntários de São Roque do Pico, Fernando Andrade, disse à agência Lusa que os vários deslizamentos que têm ocorrido em São Miguel Arcanjo resultam de «um processo natural de erosão da costa», numa zona com «ravinas muito altas».

Fernando Andrade adiantou que a recuperação dos bens das famílias em algumas casas «está a ser possível», mas nas moradias localizadas «mais para o interior do perímetro de segurança é arriscado ir lá».