A Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) insurgiu-se, esta quarta-feira, contra o pagamento de taxas para a inscrição na avaliação dos professores contratados, imposto pelo Governo, considerando «um absurdo».

«Consideramos um absurdo que os professores contratados, que provavelmente nunca irão dar aulas no setor público, infelizmente e dadas as restrições, terem de pagar uma prova, sendo que muitos deles ainda estão desempregados», disse à agência Lusa César Paulo, presidente da ANVPC.

O responsável acusa o Ministério da Educação e Ciência de estar preocupado «em lançar o valor da prova» e, a quatro semanas da realização da mesma, não estar preocupado em dizer «qual o objetivo, conteúdo e critérios de avaliação» da mesma.

«Como professores sabemos que ninguém vai fazer um exame sem saber quais os conteúdos em que vai incidir. Lamentamos que o Ministério esteja a fazer mais uma bolsa de dinheiro para si próprio e para o Governo e nem sequer lance os conteúdos em que se vai cingir», afirmou.

César Paulo criticou também o facto do exame aos professores contratados estar marcado para 18 de dezembro, um dia após o final do primeiro período, altura que considera que os professores devem estar preocupados em avaliar os alunos.

«Trata-se de mais uma incongruência. O Ministério há pouco legislou sobre os serviços mínimos aos exames nacionais e agora lança uma prova de avaliação quando os professores estão a avaliar os alunos e deviam estar sossegados para fazer uma avaliação criteriosa», explicou.

No despacho publicado terça-feira no Diário da República, o ministro da Educação, Nuno Crato, determina que «o valor a pagar pela inscrição na prova, incluindo a componente comum e uma componente específica, é fixado em 20 euros».