O prazo para os professores pedirem, ao Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), a revisão da prova de avaliação, para acesso à carreira docente, termina esta quarta-feira, depois de prorrogado por mais cinco dias úteis.

Até ao dia 7, tinham sido feitos 132 pedidos de consulta da prova de avaliação ao IAVE, mas só no final desta semana será possível saber o número total de pedidos.

Os resultados da prova revelaram, à partida, o «chumbo» de quase 1.500 candidatos à docência.

Os pedidos de consulta da prova, que custam 15 euros cada, são atos isolados dos pedidos de reapreciação, cujo prazo de requerimento decorre até cinco dias úteis após a «receção da reprodução da prova». Pelos 132 pedidos de consulta serão pagos ao IAVE 1.980 euros.

A prova, que permite o acesso à carreira docente para professores contratados com menos de cinco anos de serviço, foi feita em dois momentos, a 18 de dezembro e a 22 de julho.

Segundo o IAVE, num total de 10.220 provas validadas, e especificamente na parte do exame correspondente à escrita de um pequeno texto, 62,8% por cento das respostas dos candidatos acusaram um ou mais erros ortográficos, 66,6%, um ou mais erros de pontuação, e 52,9%, um ou mais erros de sintaxe.

Depois de movimentos e associações de professores, e também sindicatos, terem levantado a hipótese de muitos dos erros serem decorrentes da recusa em escrever segundo o novo acordo ortográfico, ou do simples desconhecimento das novas regras, o IAVE esclareceu que apenas 10% dos erros ortográficos podem ser imputados ao novo acordo, cujo uso era expressamente obrigatório na prova.