A equipa da Polícia Marítima (PM) em missão na ilha grega de Lesbos resgatou, no sábado, 62 refugiados, incluindo 22 bebés e crianças, de uma embarcação de pesca, indicou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Segundo a AMN, os 62 refugiados resgatados pela PM seguiam numa embarcação de pesca que se dirigia para uma zona rochosa, onde não havia condições para atracar o barco, nem fazer desembarcar os imigrantes em segurança.

A embarcação era dirigida por um homem que inicialmente se pensava ser um facilitador, mas no final do resgate, no porto grego de Molivos, verificou-se que se tratava de um pescador de nacionalidade iraniana, adianta a AMN, referindo que “facilitadores em território turco entregaram o governo do barco de pesca ao imigrante iraniano”.

Em comunicado, a AMN indica que a equipa da PM decidiu aproximar-se da embarcação quando verificou que o barco se dirigia para uma zona rochosa sem condições para atracar, tendo conseguido levá-lo até ao porto de Molivos, onde todos desembarcaram em segurança.

O barco de pesca foi levado até ao porto de Molivos por um dos três elementos da PM que se encontrava na patrulha, auxiliado por um segundo membro da equipa, tendo a embarcação da Polícia Marítima “acompanhado de perto todo o trajeto e mantendo o contacto via rádio com os dois elementos da equipa”, refere ainda a AMN.

No total foram resgatados 21 bebés e crianças, dezanove mulheres e 22 homens.

Desde 01 de outubro que uma equipa da Polícia Marítima portuguesa está no Mar Egeu, na Grécia, no âmbito de uma operação da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (Frontex), denominada “Poseidon Sea 2015”, com “o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço”.

A missão da Polícia Marítima no mar Egeu de apoio à guarda-costeira grega termina a 30 de setembro de 2016.