O condutor do autocarro que capotou sexta-feira na A2 junto a Almodôvar, provocando três mortos, não acusou quaisquer substâncias no sangue, incluindo álcool, disse esta sexta-feira à agência Lusa o tenente-coronel João Nunes, do comando da GNR.

“Relativamente à análise que foi feita ao condutor não há indício de substâncias”, afirmou.

Segundo o tenente-coronel, o motorista ficou com ferimentos ligeiros e foi transferido para o hospital de Beja.

No acidente morreram três pessoas, duas mulheres e um homem com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos (uma das mulheres), e 17 outras pessoas ficaram feridas, tendo sido distribuídas pelos hospitais de Beja e de Faro e pelas subunidades de Albufeira e Cabo Verde.

De acordo com informações do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja, que reporta informações do INEM, para o hospital local foram transportados seis feridos ligeiros, para o Serviço de Urgência Básica de Castro Verde outros seis feridos ligeiros, para o Hospital de Faro os três feridos graves e os restantes dois para a subunidade de Albufeira.

O autocarro transportava 20 pessoas, incluindo o motorista.

“Nos passageiros havia um de nacionalidade estrangeira que é paquistanês, todos os restantes passageiros são portugueses”, sublinhou o tenente-coronel João Nunes, da GNR.


O tenente-coronel João Nunes informou também que a circulação no sentido sul-norte na zona do acidente foi reaberta às 00:03 deste sábado.

No local do acidente, que ocorreu cerca das 18:35, estiveram 132 operacionais, apoiados por 53 veículos, de várias corporações de bombeiros, da GNR, da concessionária Brisa e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Um helicóptero do INEM que tinha sido incluído no plano de socorro não chegou a ser utilizado.