O Ministério Público acusou um militar da GNR e outros 12 arguidos de roubos, sequestros, tráfico de droga e de armas, usurpação de funções e abuso de poder, informa hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

A PGDL refere numa nota publicada na sua página da internet que os crimes foram cometidos na margem sul do rio Tejo, entre 2013 e junho deste ano, mês em que a GNR levou a cabo uma operação que culminou com o desmantelamento desta alegada rede criminosa organizada.

Três dos arguidos encontram-se em prisão preventiva ao abrigo deste processo, incluindo o militar da GNR que, com os restantes elementos, atuava «com o uso da farda e insígnias para simular buscas domiciliárias falsas com o objetivo de cometer os ilícitos».

Fonte da GNR disse hoje à agência Lusa que esta acusação do Ministério Público, deduzida a 05 de dezembro, teve origem na operação desenvolvida pelo Comando Territorial de Setúbal da GNR, entre 11 e 16 de junho, com a realização de oito buscas domiciliárias nas localidades do Monte da Caparica e do Feijó, concelho de Almada.

Na ocasião, a Guarda informou, através de comunicado, que deteve cinco dos suspeitos, com idades entre os 33 e os 58 anos, entre eles o militar da GNR, que desempenhava funções administrativas naquela força de segurança.

A mesma fonte adiantou hoje que no decurso da investigação foram constituídos mais oito arguidos, ficando o processo com 13 elementos.

Os detidos terão usado as fardas da GNR para entrar na casa das vítimas, informando que o grupo iria proceder a buscas domiciliárias. De seguida, imobilizariam os ofendidos e levavam todo o dinheiro e outros bens de valor que encontrassem nas residências.

Durante a operação, foram apreendias várias peças de fardamento da GNR, usadas nos roubos, 40 telemóveis, dois computadores, um LCD e duas embalagens de gás pimenta.

A GNR apreendeu ainda uma caçadeira, um revólver calibre .38 milímetros (mm), uma carabina calibre .22mm, uma pistola calibre 6,35mm, centenas de munições e 7.300 euros em dinheiro.