Os trabalhadores da Galp vão protestar na próxima segunda-feira por aumentos salariais, à porta da sede da empresa, em Lisboa. Precisamente no dia da apresentação dos resultados do terceiro trimestre da petrolífera.

«Entendemos que devemos assinalar que a empresa continua a ter lucros, os administradores continuam com os seus salários, que consideramos obscenos, e os trabalhadores estão há quatro anos sem receber aumentos», disse à agência Lusa Armando Faria, da direção da  Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas (Fiequimetal)

«É muito grave a situação que se está a viver nas empresas do grupo Galp Energia», disse ainda o sindicalista, referindo ser intenção da administração da empresa entregar ao exterior vários serviços em regime de
outsourcing, colocando em causa «centenas de postos de trabalho» em todas as empresas do grupo, incluindo refinarias.

Na segunda-feira, o sindicato organizará assim uma «Tribuna Pública de Denúncia, Protesto e Luta», pela defesa dos postos de trabalho, dos direitos à contratação coletiva e a regimes de reforma e saúde. E, também, pela reivindicação de aumentos salariais.

O protesto, que arrancará às 11:00 na sede da Galp, contará com trabalhadores de Sines, Porto e Lisboa. O universo dos trabalhadores do grupo Galp ronda os 4.000 (incluindo os da Petrogal), de acordo com os dados da Fiequimetal. No dia 13 de novembro, a Fiequimetal tem também previstas concentrações nos locais de trabalho.