Um total de 5.149 atropelamentos ocorreram no ano passado, mais seis por cento do que em 2012, tendo provocado menos mortos e mais feridos, indica o Relatório Anual de Sinistralidade Rodoviária de 2013 hoje divulgado.

Segundo o documento, disponível na página da Internet da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), dos 5.149 atropelamentos, 4.775 foram de peões e 68 de animais, tendo o condutor fugido em 306 das situações.

O relatório adianta que os atropelamentos provocaram 95 mortos (menos 11 do que em 2012), 473 feridos graves (mais 41) e 4.970 feridos ligeiros (mais 204, em relação ao ano anterior).

Os atropelamentos com fuga, menos cinco do que em 2012, provocaram cinco mortes no ano passado (menos três), indica o documento, acrescentando que 2.192 atropelamentos ocorreram no atravessamento de passagens sinalizadas.

De acordo com o relatório da Segurança Rodoviária, a maioria dos peões que morreu tinha mais de 60 anos, sendo a faixa etária com maior número de mortos a partir dos 75 anos, com 25 vítimas mortais em 2013.

O documento mostra ainda que 76 por cento dos acidentes com vítimas nas estradas portuguesas ocorreram dentro das localidades em 2013, nomeadamente em arruamentos, que passaram dos 17.865, em 2012, para os 18.061, no ano passado.

O relatório realça ainda que, em 2013, se registaram 30.339 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 518 mortes no local do acidente ou durante o transporte para o hospital, menos 55 do que em 2012.

De acordo com o documento, houve também 2.054 feridos graves, menos seis do que em 2012, e 36.818 feridos ligeiros, mais 628 do que em 2012.

Em relação a 2012, registou-se um aumento de 1,6% de acidentes com vítimas e uma redução de 9,6% de vítimas mortais e 0,3% de feridos graves, como é referido no relatório.

A colisão foi o tipo de acidente mais frequente, representando cerca de metade dos acidentes com vítimas ocorridos em 2013 (51%/15.369).