Os adeptos da prática do naturismo vão poder frequentar, durante o inverno, quinzenalmente, a piscina do Alvito, em Lisboa, para a prática de natação livre ou hidroginástica, informou esta quinta-feira o Clube Naturista do Centro (CNC).

Um «horário naturista» foi iniciado, sob organização da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN), na piscina da Penha de França, em Lisboa, passando as sessões, em 2007, para a infraestrutura Baptista Pereira, junto à Avenida de Ceuta.

No final de 2010, as atividades fixaram-se na piscina do Alvito, onde atualmente há sessões organizadas pelo Centro Naturista do Centro (CNC) e pela FPN, «possibilitando sessões quinzenais», precisou o vice-presidente do CNC, Paulo Garcia.

Paulo Garcia enumerou algumas dificuldades encontradas ao longo destes anos, como «a gestão dos horários, a vontade e abertura das entidades gestoras dos espaços e a adaptação do espaço físico à prática de naturismo».

No Alvito, segundo o dirigente do CNC, todas as questões foram «ultrapassadas com grande profissionalismo e abertura por parte do seu diretor técnico e dos respetivos funcionários», ao que se soma uma ausência obstáculos à prática do naturismo no espaço e na envolvente da piscina.

A capacidade do equipamento desportivo no Alvito é de 50 pessoas, sendo nestas sessões contados, em média, «35/40 naturistas dos 0 aos 80 anos».

O horário naturista ocorre ao final do dia depois de encerradas as atividades regulares da piscina, que é alugada e reservada exclusivamente ao CNC. Durante esse horário decorre uma aula de hidroginástica, com a duração entre 40 e 60 minutos, e também pistas para natação livre.

Além de Lisboa, os naturistas também podem frequentar uma sessão mensal durante o inverno numa piscina de Albufeira, graças à organização do Clube Naturista do Algarve desde fevereiro deste ano.

Na página da internet da FPN são enumeradas algumas informações práticas sobre os horários.

A FPN apresenta ainda uma lista de situações que «ferem os vários princípios éticos», como «praticar, em geral, qualquer ato que venha a perturbar a boa harmonia social existente», «nomeadamente as que recorram a atitudes voyeuristas, exibicionistas ou provocatórias».