O Tribunal de Oliveira de Azeméis condenou hoje a dois anos de prisão efetiva um homem que em dezembro de 2011 atropelou mortalmente o primo da ex-mulher, de 46 anos, tendo abandonado o local em seguida.

O tribunal deu como provados todos os factos que constavam da acusação, considerando que o arguido, padeiro de profissão, não colocou prudência na condução, ao não circular no lado direito da via, nem de forma adequada.

O condutor foi condenado a um ano e oito meses por homicídio negligente e 11 meses por omissão de auxílio, o que resultou numa pena única de dois anos de prisão efetiva, em cúmulo jurídico.

O arguido foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização de 85 mil euros à família da vítima.

Durante o julgamento, o padeiro, de 49 anos, admitiu que o seu veículo «passou por cima de uma coisa» que pensou serem pedras.

«Comparar a vítima a pedras não deixa de ser surpreendente», afirmou a juíza que julgou o caso, censurando a postura do arguido, que não revelou arrependimento e não se entregou às autoridades.

Segundo a acusação, o atropelamento mortal ocorreu na madrugada de 10 de dezembro de 2011, na rua Futebol Clube Pinheirense, na freguesia de Pinheiro da Bemposta, no concelho de Oliveira de Azeméis.

A vítima encontrava-se de pé, no lado esquerdo da estrada, quando foi atingida pela viatura conduzida pelo padeiro.

O condutor prosseguiu a marcha sem prestar auxílio à vítima, sendo identificado pela GNR quatro dias depois do acidente.

Depois do atropelamento, o arguido foi condenado a pagar 500 euros de multa, por um crime de condução de veículo em estado de embriaguez, e a dois anos e meio de pena suspensa, por um crime de violência doméstica