Quatro militares do Subagrupamento Bravo sofreram ferimentos ligeiros após serem atacados por um grupo junto a um restaurante em Díli, Timor-Leste, afirmou à agência Lusa fonte oficial da GNR.

O incidente ocorreu sexta-feira à noite no exterior de um restaurante na Avenida de Portugal, a marginal da zona oeste da capital timorense.

Fonte oficial da GNR disse à Lusa que uma patrulha que ia buscar cinco militares do Subagrupamento Bravo ao restaurante «começou a ser atacada com pedras e catanas» por cerca de «vinte a trinta timorenses» assim que chegou ao local.

Os cinco militares que saíam do estabelecimento foram também atacados na mesma altura, segundo a mesma fonte.

«Os militares da Guarda encontram-se livres de perigo», afirmou a fonte da GNR em Díli.

Um dos militares sofreu uma luxação num ombro, outro sofreu uma contusão no pescoço «devido a uma catanada», um terceiro militar da GNR levou «um golpe superficial na face» e por último houve um elemento da Guarda com «um golpe profundo nas costas».

A GNR efectuou três detenções, duas no local e uma pouco depois do incidente, após reconhecimento de um dos envolvidos por uma patrulha.

Ainda segundo a fonte da GNR, um dos detidos é um elemento da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). A GNR apreendeu uma pistola e uma arma branca.

«Todos os militares da GNR envolvidos e os três detidos foram submetidos a teste de alcoolémia pela Polícia das Nações Unidas (Unpol)», adiantou à Lusa a fonte da GNR.

«O resultado para todos os militares da GNR foi zero gramas/litro. Dois dos detidos tinham taxas superiores a 1g/l», concluiu.

A GNR tem 140 militares em serviço em Timor-Leste, como força autónoma de polícia da Unpol no âmbito da Missão Integrada das Nações Unidas (UNMIT).