A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considerou esta sexta-feira que «continuam por resolver problemas essenciais para o normal funcionamento» da PSP, quase dois meses após a tomada de posse da ministra da Administração Interna.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que «os polícias estão à espera que a ministra diga alguma coisa», sublinhando que há «questões essenciais» que exigem uma «resolução breve».

O presidente do sindicato mais representativo da PSP adiantou que a ASPP enviou em dezembro um ofício à ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, “para exigir a resolução urgente de alguns pontos essenciais para os polícias”, mas até hoje não obteve qualquer resposta.

Nesse sentido, a ASPP decidiu divulgar um comunicado no qual pede à ministra para se pronunciar sobre questões essenciais para a PSP, que não passam apenas pela alteração do estatuto profissional.

Entre os problemas por resolver estão agentes que, há mais de quatro anos, esperam por uma colocação nas posições remuneratórias, os milhares de polícias que continuam por receber os retroativos, devido ao atraso na subida dos escalões remuneratórios, e uma solução para o pagamento dos serviços remunerados em atraso, disse Paulo Rodrigues.

O presidente da ASPP afirmou também que o Ministério da Administração Interna “mantém o silêncio” sobre “os ataques às liberdades sindicais e de expressão, com perseguições e ameaças” a polícias em todo o país.

«A ministra tem de dizer alguma coisa. Tem de responder», sustentou.