A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), organizadora da Feira do Livro de Lisboa, que terminou no domingo, admite ter sido ultrapassado o meio milhão de visitantes, recorde registado no ano passado.

Em declaração à Lusa, Bruno Pacheco, secretário-geral da APEL, afirmou que apesar dos «últimos quatro dias, devido ao calor, terem ficado aquém das expectativas e do que é normal, ter-se-á ultrapassado os 500.000 visitantes».

A 84.ª Feira do Livro de Lisboa realizou-se de 29 de maio a 15 de junho no Parque Eduardo VII, tendo estado presentes 537 editoras e chancelas.

Bruno Pacheco afirmou, sem citar números, que «as vendas, regra geral estiveram acima da média, em alguns casos com aumentos na ordem dos dois dígitos, o que foi reduzindo nos últimos três dias».

Com vários números por apurar ainda, Bruno Pacheco fez um «balanço muito positivo» da 84.ª edição da Feira e referiu que a aposta feita na área da restauração «valeu a pena, na medida em que muitas pessoas dividiam a hora de almoço entre a Feira e a refeição, e assim puderam mais descansadamente usufruir da Feira e almoçar».

As previstas mil atividades terão sido alcançadas, segundo Bruno Pacheco, para quem «até três dias antes estavam contabilizadas 930 iniciativas em torno do livro e da leitura».

Na Feira, em dois contentores, foram colocados livros usados ou novos, para crianças até aos 12 anos, que vão ser oferecidos através do Banco de Bens Doados. Sobre esta iniciativa Bruno Pacheco afirmou não dispor de dados seguros, mas adiantou que dias antes do fecho, no domingo passado, foram contados dois mil livros.

O responsável salientou ainda que os novos pavilhões «trouxeram mais alegria à Feira». «São mais cómodos, permitiram uma melhor exposição dos livros e agradaram a editores e visitantes.»