O Ministério Público acusou nove arguidos da prática de crimes de tráfico de seres humanos (mulheres para exploração sexual) e requereu o julgamento em tribunal coletivo.

Além do tráfico de seres humanos os arguidos são acusados de associação criminosa para o auxílio à imigração ilegal, auxílio à imigração ilegal e uso de documento de identificação alheio.

Diz a procuradoria que os arguidos fariam parte de uma organização internacional de tráfico de mulheres provenientes de África, designadamente da Nigéria, com destino à Europa.

Os arguidos utilizariam Portugal como país de entrada e de trânsito e para obtenção de documentação falsa ou de asilo político.


“As vítimas eram recrutadas em África ou nos Centros de Instalação Temporária, a organização requeria os respetivos pedidos de asilo de forma a poderem circular livremente no Espaço Schengen. Eram depois entregues a elementos do grupo que se dedicavam à sua exploração sexual e se encontravam em Espanha ou em França e eram designadas por ´Mama's´”, explica a procuradoria.


A rede tinha elementos no Senegal e em Portugal mas também em Bissau, na Guiné-Bissau, em Espanha, Luxemburgo, França e Itália. A atividade criminosa decorreu em 2013 e até julho de 2014. Os dois principais arguidos estão em prisão preventiva desde esta data, de acordo com a Lusa.