O ministro da Educação afirmou, nesta sexta-feira, em Ponte de Lima, que "não há auxiliares em falta" nas escolas, adiantando que, em dois anos, o Governo reforçou os estabelecimentos de ensino com "2.500 assistentes operacionais".

Não há auxiliares em falta. Houve uma nova portaria de rácios assinada por este Governo tal qual como estava comprometido no Orçamento de Estado de 2017. Os procedimentos iniciaram-se com o reforço importante na educação pré-escolar e para os alunos com necessidades educativas especiais. Nestes dois anos pudemos reforçar as escolas com 2.500 assistentes operacionais", afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

O governante, que falava aos jornalistas à margem da inauguração da empreitada de reabilitação da escola secundária de Ponte de Lima, orçada em 13 milhões de euros, adiantou que "nos dois anos de legislatura, o Governo desprecarizou cerca de 3.000" assistentes operacionais que tinham contrato de emprego de inserção e agora têm contratos de trabalho reais".

Neste momento, todo o processo está desbloqueado, desde setembro, e os auxiliares estão nas escolas a fazer o seu trabalho como parte integrante e absolutamente fundamental das nossas comunidades educativas", sublinhou.

Questionado sobre a eventual convocação de uma greve, durante o plenário nacional da Fenprof, para exigir reposicionamento das carreiras e a recuperação do tempo de serviço, o ministro disse ser "um direito constitucional" e acrescentou que "nenhum Ministério da Educação teve um diálogo tão intenso com as organizações sindicais".

Continuaremos a fazê-lo. É algo que valorizamos, que eu entendo que as organizações sindicais também valorizam e continuaremos, sem nenhum tipo de hesitação, este caminho de diálogo e de concertação social tão importante para nós", frisou.