O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) denunciou hoje que os motoristas e passageiros dos elétricos e autocarros da Carris do eixo Calvário-Praça da Figueira, em Lisboa, estão a ser alvo de contínuos assaltos e agressões.

Em comunicado, o SITRA afirma que os motoristas e guarda-freios «têm vindo a ser agredidos, roubados e até impedidos de prosseguirem o normal percurso das carreiras, durante o período das madrugadas de fins de semana e feriados».

No documento, o sindicato adianta que os assaltos são feitos por «grupos organizados» que exibem pistolas e navalhas aos funcionários e clientes da Carris.

Afirmando que esta é uma questão de segurança pública, o SITRA defende que a Carris devia «suspender a circulação daquelas carreiras, durante o período em questão».

O sindicato adianta também que, se a situação persistir, irá aconselhar os seus associados a recusarem fazer o trajeto naquele período «enquanto não forem asseguradas as devidas condições de segurança».

Contactada pela Lusa, a Carris confirmou que «têm existido alguns problemas, nomeadamente com elétricos, no início das manhãs de sábados e domingos, provocados por grupos de pessoas vindas de estabelecimentos de diversão noturna, que, pretendendo transportar-se, provocam distúrbios na via pública e nos veículos, atingindo os tripulantes e outros passageiros».

A empresa disse que «no último fim de semana verificou-se um agravamento, que, embora pense ser caráter pontual, se traduziu mesmo num roubo a um guarda-freio».

Face a esta situação, a Carris adiantou que esteve reunida com o Comando Metropolitano da PSP para «análise da situação e tomada de medidas de controlo que salvaguardem a segurança de tripulantes e outros passageiros que sabemos estarem equacionadas».

A Carris não especificou que medidas concretas serão tomadas conjuntamente com a PSP para resolver este problema.