Um grupo de jovens estudantes do pólo universitário da Asprela, da Universidade do Porto, decidiu contra-atacar os assaltantes que têm aterrorizado os estudantes do pólo nos últimos dias.

Segundo o jornal «Sol», para identificar os vários assaltantes, alguns jovens criaram duas páginas de Facebook, «Gunas da Areosa» e «Movimento Anti-Gatuno», onde colocaram as fotografias dos suspeitos, e uma aplicação para telemóvel, a «Guna-Alert», com ligação direta à polícia.

Alguns dos jovens (não identificados), terão, ainda, entrado nas contas de Facebook dos suspeitos, após descobrirem as palavras-passe, e terão, até, enviado mensagens falsas para os despistar.

Esta reação não agradou, de todo, ao grupo de assaltantes, e alguns desses jovens já reagiram na rede social, ao afirmar que vão «arrancar cabelos e cortar dedos, até dizerem quem são os gajos que andam a fazer os Facebooks».

As páginas em questão já terão sido apagadas.

A polícia já colocou um dispositivo de segurança no local, para tentar proteger os estudantes dos assaltos, e segundo o «Sol», no espaço de dois dias foram apanhados cinco assaltantes. No entanto, como alguns dos jovens têm menos de 16 anos, não podem ser detidos, e mesmo após repreensão da polícia, acabam por voltar ao pólo para cometer mais crimes.

Até agora, apenas um jovem de 15 anos, apanhado a assaltar com uma pistola, ficou privado da sua liberdade, ao ser enviado para internamento num colégio educativo.

Apesar de apelidados de «Gunas da Areosa», a maioria dos jovens são oriundos dos bairros sociais de Matosinhos, Maia e Porto. São «jovens problemáticos» e «cujo perigo maior é assaltarem com facas e pistolas», afirmou fonte da polícia ao «Sol».