Um tribunal do Porto aplicou esta sexta-feira penas entre a simples multa e a prisão efetiva ou suspensa a 34 de 40 arguidos num processo por assalto a camiões TIR nas regiões Norte e Centro.

Dos 40 arguidos, sete foram condenados pelo Tribunal de São João Novo, no Porto, a penas entre os seis anos e meio e 16 anos de prisão efetiva.

Outros 24 foram punidos com penas entre os sete meses e os quatro anos e dez meses de prisão, suspensa na sua execução, sendo que três foram sujeitos a multas entre os 1.680 e 3.000 euros e seis foram absolvidos.

Os 34 arguidos - condenados pelos crimes de furto, recetação, falsificação de documentos e posse de armas proibidas - assaltaram, no Norte e Centro do país, dezenas de pesados, reboques, semirreboques e tratores e furtaram toneladas de artigos que, depois, foram vendidos a recetadores, entre 2011 e 2012.

Os camiões TIR, de empresas nacionais e estrangeiras, eram sempre assaltados quando estavam estacionadas em áreas de serviço, sendo o prejuízo superior aos dois milhões de euros.

O ‘modus operandi’ era sempre igual: uns elementos do grupo procuravam e sinalizavam os alvos e outros furtavam a carga e vigiavam a operação para garantir que não havia operações policiais.

O homem dado como líder do grupo, que foi condenado a 16 anos de prisão, criou uma pequena empresa de fabrico de tapetes para faturar e vender as cargas furtadas, que ia desde bacalhau, leite, produtos de higiene, água, ferramentas, instrumentos musicais a tijolos.

A PSP realizou cerca de 100 buscas domiciliárias, apreendendo agendas, documentos, armas, munições, camiões, semirreboques e carros viciados.

As viaturas e armas apreendidas foram declaradas perdidas a favor do Estado.